Ao entrar num transporte público você já reparou nos tecidos dos assentos? Se sua resposta foi sim com certeza vai concordar comigo em uma coisa, eles têm uma estampa feia não é mesmo?!

Agora imagine que você está num ônibus e ao olhar para o lado vê uma pessoa usando uma roupa com a mesma estampa do assento, no mínimo você ficaria meio confuso com a cena. Pois esta é a proposta da artista alemã Menja Stevenson em seu projeto “Bustour” que procura unir arte, fotografia e sociologia.

Menja Stevenson confeccionou vestidos de tecidos usados nos assentos de transporte público e rodou as linhas que tinham o mesmo tecido para observar a reação das pessoas.

Para conseguir os tecidos e confeccionar suas roupas Menja entrou em contato com as empresas de transporte público pois estes tecidos não estão disponíveis no mercado.

Quanto ao modelo a artista procurou na internet modelagens de vestidos conservadores e as bolsas foram criadas por ela. Como os tecidos usados nos assentos do transporte público são ásperos e duros Menja teve dificuldade para costurá-los e muitas agulhas foram quebradas. Depois de fazer seus vestidos a artista percorreu algumas linhas do transporte público que usavam o mesmo tecido.

Para Menja o tecido diz muito sobre a percepção e consciência das pessoas. Através de sua intervenção o espectador (ou passageiro) se torna consciente do tecido “invisível” e para ela não é que as pessoas aceitam a feiura dos tecidos, dos edifícios e espaços públicos sujos, elas só não estão conscientes disso.

Agora confira algumas fotografias de seu projeto.

O que achou do projeto da artista? Deixe seu comentário aqui embaixo e compartilhe com seus amigos nas redes sociais!